A associação realiza periodicamente (de 2 em 2 anos) o Encontro Nacional.
Tem sido objectivo e prioridade de todas as direcções descentralizar os Encontros Nacionais, que se realizam de 2 em 2 anos, alternadamente em Lisboa e noutra cidade do país.
Embora a sede da APEI seja em Lisboa, temos como objectivo descentralizar as actividades e iniciativas da nossa associação.
"Infância e Educação: Que Caminho (s)?!..."
Lisboa - Escola Superior de Comunicação Social
31 de Março, 1 e 2 de Abril de 2005
No XI Encontro Nacional da APEI muitas reflexões foram produzidas sobre a qualidade da Educação em Portugal e no Mundo, e muitas pistas de trabalho foram deixadas aos 300 profissionais presentes. Na era da globalização, Madalena Marçal Grilo falou da situação da educação de infância no mundo e, particularmente, das condições de grande pobreza em que vivem ainda muitas crianças, afectadas pela guerra, pela fome e pela ausência de cuidados de saúde, assumindo a SIDA um triste protagonismo que lança para o sofrimento milhares de crianças em todo o planeta.
Em Portugal, após um movimento de relançamento da educação pré-escolar na década de 90, protagonizado por Marçal Grilo e Teresa Vasconcelos, assistiu-se, nos últimos anos, a uma regressão das políticas educativas para a infância, onde parece ficar patente a ausência de uma visão estratégica.
As transformações sociais que ocorreram um pouco por todos os países desenvolvidos a partir dos anos 50 vieram alterar o papel da mulher na sociedade e a importância de serem asseguradas respostas às famílias para as crianças, antes da entrada na escolaridade obrigatória. E se, durante alguns anos, foram privilegiadas as funções de guarda nas creches, as inúmeras investigações levadas a cabo realçaram a extraordinária importância da educação nos primeiros anos de vida: a capacidade intelectual de uma criança depende essencialmente da educação e dos estímulos recebidos nesses anos.
Ramos Leitão, na sua comunicação, deixou essa imagem tão clara: a condição primeira da abertura à aprendizagem e à participação são os laços afectivos, os vínculos e o "colo", essa expressão tão maternal mas ao mesmo tempo tão carregada de significado. Neste contexto, as questões da 1ª infância assumem uma importância crucial.
Conforme ficou demonstrado nas variadas comunicações apresentadas durante este Encontro, não é possível continuar a olhar para a Educação de Infância apenas a partir dos 3 anos. Urge integrar a 1ª infância no sistema educativo: a educação começa ao nascer ou, se quisermos ser ainda mais precisos, a educação começa no útero materno. E este é um desafio ao qual o Ministério da Educação não pode ficar alheio.
Num tempo em que começa a emergir socialmente a necessidade de um currículo para a Educação de Infância, o que está longe de constituir um processo consensual, as comunicações sobre a educação das emoções de Eduardo Sá, sobre a Criatividade e as Expressões de Elisa Marques, a descoberta do mundo da ciência por Pedro Reis, o mundo dos números, da numeracia e do pensamento lógico-matemático de Filomena Gaspar e o desenvolvimento das competências linguísticas de modo a facilitar o acesso à literacia, de Madalena Alves, vieram trazer novos contributos para esta problemática e, principalmente, fazendo-nos reflectir sobre a importância da intencionalidade educativa nos jardins de infância.
Foi ainda apresentado no IX Encontro a iniciativa conjunta da APEI e da Associação dos Professores de Português "O Meu Brinquedo é um Livro", que visa disseminar por Portugal inteiro concepção e a convicção da importância dos livros na vida das crianças logo a partir do seu nascimento, que foi um corolário natural e de grande nível para encerramento do XI Encontro Nacional da APEI.
"Pensar Educação: A construção de Práticas de qualidade"
Porto - Centro de Congressos e Exposições da Alfândega
8 a 10 de Maio de 2003
Num momento de profunda dúvida e necessidade de equacionar o futuro da Educação de Infância em Portugal, o X Encontro Nacional da Associação de Profissionais de Educação de Infância, realizado no Porto, no Centro de Congressos e Exposições da Alfândega, nos dias 8, 9 e 10 de Maio de 2003, foi mais um momento de reflexão e análise, no qual se pretendeu fazer um debate sério e fundamentado sobre política educativa e práticas de qualidade. Subordinado ao tema "Pensar Educação de Infância: A construção de Práticas de Qualidade", este espaço de partilha pretendeu debater a actual situação nacional e internacional sobre as práticas educativas e sociais da Educação de Infância e, contou para isso, com inúmeros especialistas.
Pela primeira vez num Encontro da APEI, foi lançado um desafio a todos, associados e não associados, que pretendessem por em comum os seus trabalhos de investigação, para relatar as suas vivências e práticas ou expressar as suas opiniões relativamente à Educação de Infância através de posters científicos. Desafio este que se concretizou através da recepção de vinte e um posters e que se destacaram pelo seu rigor científico, pedagógico e educativo. Com a presença do Ministro da Educação, que reforçou a intenção do Ministério dar continuidade à política de valorização e reconhecimento da Educação Pré-Escolar como indicou a necessidade de se investir num processo de avaliação e definição de competências, para as crianças, do Pré-Escolar. A este propósito afirmou que esta definição deveria contar com o contributo imprescindível dos profissionais de educação que possuem competências técnicas e pedagógicas para a sua concretização, lançando à APEI e aos seus associados, o desafio de uma colaboração mais estreita e sistemática neste processo.
Fazendo eco da participação dos cerca de 400 Profissionais de Educação de Infância, das comunicações dos diferentes especialistas, das propostas dos comentadores e das reflexões dos responsáveis por projectos e posters, as grandes conclusões/sugestões deste encontro foram: reforçar a pertinência e a necessidade de ver reconhecida a contagem de tempo de serviço dos Educadores de Infância a exercer funções na valência de Creche; dar cumprimento às disposições relativas às componentes educativas e de apoio à família, assegurada em diferentes locais pelos protocolos de cooperação e colaboração estabelecidos com entidades locais e outras, na defesa dos critérios exclusivamente qualitativos e não quantitativos; dignificar o papel e a função do Educador conferindo-lhe o tempo e o espaço necessário para avaliar, planear e coordenar proporcionando-lhe autonomia para a criação e definição de estratégias (educativas, pedagógicas e didácticas) adequadas e diferenciadas segundo os contextos e as necessidades; a necessidade de fazer aprovar, para o ano lectivo de 2003-2004, um Calendário Escolar idêntico ao aplicado aos restantes níveis de ensino dado que a situação de apoio social às famílias é um fenómeno transversal que abarca todas as crianças (e suas famílias) independentemente do grau de ensino que frequentam; e definir que as respostas ao nível social e de apoio às famílias deverão ser pensadas de forma integrada e contextualizada tendo em conta as realidades de cada comunidade.
"A educação de Infância na viragem do Século"
Lisboa - Faculdade de Ciências de Lisboa
9, 10, e 11 de Abril de 2000
No encontro em que decorreu a sessão comemorativa dos 20 anos da APEI, e na qual foram homenageados alguns dos associados e associadas que contribuíram positivamente para o desenvolvimento da APEI, os cerca de 500 participantes que, durante três dias estiveram na Faculdade de Ciências de Lisboa, tiveram a oportunidade de participar numa reflexão muito interessante sobre o espaço da educação de infância na sociedade, designadamente na sociedade portuguesa.
António Ponces de Carvalho brindou os presentes com uma contextualização histórica que permitiu que ao longo dos trabalhos se promovesse uma constante avaliação do desenvolvimento e evolução da Educação de Infância em Portugal.
João Bravo Nico, Mário Cordeiro, Sara Pereira e Bártolo Paiva Campos foram alguns dos oradores que proporcionaram uma análise efectiva sobre este nível de ensino no contexto da comunidade portuguesa, promovendo uma reflexão única sobre as questões da ética, da formação e da adequação dos contextos dos profissionais de educação de infância.
Também na dinâmica de ateliers, que continua a ser uma aposta ganha nos encontros da APEI, as experiências e as dinâmicas conseguidas proporcionaram aos participantes uma mais-valia efectiva.
Organizado em torno de uma proposta vocacionada para a reflexão histórico-social do papel da educação de infância e dos seus profissionais, este espaço de encontro foi, acima de tudo, um espaço de reflexão sobre os pressupostos da formação, inicial e contínua, dos profissionais de educação de infância, numa perspectiva de "autoformação participada, em que a organização de redes de colaboração entre profissionais assume um particular destaque".
Serviu também, este encontro, para lançar as bases de um compromisso que passe pela definição, em Portugal, de um espaço de intervenção específico para a educação de crianças entre o nascimento e os três anos e também para a elaboração de um código deontológico para os profissionais, tendo mesmo sido criados grupos de trabalho para o efeito.
Uma das mais importantes recomendações do Encontro prendeu-se com a necessidade de promover estratégias de monitorização e avaliação da qualidade dos serviços e a necessidade de recolha de dados, constante e evolutiva, passíveis de avaliação. Nesse sentido, a articulação e o reforço de parcerias entre diversos sectores da sociedade, com vista, eventualmente, à criação e centralização, num único ministério, das questões da educação e dos cuidados da infância, foi um dos principais vectores estratégicos de intervenção futura da Associação.
"Entre o Educativo e o social: a definição de um projecto"
Évora - Évora Hotel
6, 7, 8, e 9 de Abril de 1999
As componentes social e educativa dos projectos de trabalho em educação de infância foram o mote de reflexão para os cerca de 400 participantes que, durante quatro dias do encontro, se reuniram em Évora para assistir a um dos "mais entusiasmantes encontros", nas palavras de uma das participantes.
Parcerias educativas e desenvolvimento local, qualidade na educação de infância, formação e deontologia profissional foram algumas das temáticas abordadas.
Através de uma definição de Projecto Educativo, pelo prof. João Barroso e de uma posterior análise do desenvolvimento do currículo pela Dra. Maria do Céu Roldão, os participantes puderam acompanhar uma interessante exposição de inúmeros projectos e práticas, com múltiplas concepções, dos quais se destacou o projecto de envolvimento comunitário apresentado pelo Prof. Martin Woodhead, da Open University de Londres, no qual foi possível avaliar o papel do Educador de infância como promotor de um desenvolvimento do cidadão social em detrimento do desenvolvimento do cidadão económico, do cidadão técnico especialista ou do cidadão individual.
Várias práticas de desenvolvimento comunitário foram apresentadas nos diversos ateliers de trabalho e o encontro culminou com uma emotiva conferência da Prof. Teresa Estrela, sobre as questões éticas e deontológicas associadas à Educação de Infância e aos seus educadores.
Pela primeira vez, de uma forma concertada, os espaços de convívio e de participação extra trabalhos foram alvo de uma atenção específica, com a organização de iniciativas de carácter social que deram um tom pouco "ortodoxo", proporcionando uma dinâmica própria que ultrapassou as expectativas dos organizadores.
Um "Peddy paper" por Évora, à descoberta da cidade e dos seus "mistérios", através da descodificação de enigmas ou gincanas de jogos tradicionais complementados por momentos de descompressão no intervalo das actividades formais do encontro, foram, juntamente com o jantar de encerramento, considerados "os momentos altos" de um Encontro com uma concepção profissional e científica, cuja base apostou numa dinâmica social e de interacção pessoal.
"Pensar o currículo em Educação de Infância"
Lisboa - Escola Superior de Comunicação Social
1,2,3,4 de Abril de 1997
Dedicado, em grande parte, à reflexão sobre a pertinência da existência de um currículo para a educação de infância, o VII Encontro Nacional partiu de uma proposta de análise apresentada pela Dra. Ana Benavente, Secretária de Estado da Inovação Educacional. Com base no trabalho desenvolvido pelo Ministério da Educação, resultado de uma presença assídua no discurso político, foi apresentado o quadro legal que servirá de base às alterações a introduzir na Educação Pré-Escolar.
A especificidade do pré-escolar, as vantagens e desvantagens da adopção de linhas de orientação curriculares e ainda a formação dos profissionais foram algumas das questões que suscitaram o debate.
Os cerca de 500 educadores, profissionais e especialistas, nacionais e internacionais, que ao longo de quatro dias contribuíram para uma profunda análise da actual questão do currículo em educação de infância deixaram um vasto leque de recomendações e sugestões, de onde se destacam: a necessidade de garantir um acompanhamento eficaz dos profissionais na adopção de "Orientações Curriculares"; a necessidade de existência de recursos físicos e materiais que possibilitem um trabalho de qualidade; uma atenção ao ratio adulto/criança (condição comprovada e determinante de uma educação interactiva); formação contínua acessível a todos os profissionais e a inspecção cuidada e generalizada a todas as instituições.
Estas recomendações e sugestões, entre outras, fazem parte do documento que, em nome de todos os profissionais de educação de infância, foi entregue, em mão, à representante do Ministério da Educação na sessão de encerramento, a Prof. Teresa Vasconcelos, directora do Departamento de Educação Básica.
"Educação de infância: Um imperativo da sociedade"
Braga (com o apoio do CEFOPE / UM)
4, 5 e 6 de Junho de 1995
Perspectivado numa dinâmica de congresso, com o objectivo de reflectir o papel do educador e da Educação de Infância em Portugal, o VI Encontro, organizado na Universidade do Minho, contou com a presença de inúmeros profissionais que analisaram a oferta educativa existente e as linhas orientadores que deverão guiar o desenvolvimento das redes de educação pré-escolar. Com a participação de alguns dos mais envolvidos investigadores nacionais na temática da educação de infância (João Formosinho, Júlia Formosinho, Sérgio Niza, Joaquim Bairrão, entre outros) foi feita uma análise ampla das diversas vertentes de envolvimento educativo: política social, formação de educadores, finalidades da educação de infância, qualidade das instituições ou avaliação em educação.
Foi também apresentado o Parecer do Conselho Nacional de Educação sobre Educação Pré-Escolar, documento elaborado por este órgão e que teve como relator o Prof. João Formosinho. Este Parecer teve como objectivo fornecer ao Ministério da Educação um conjunto de orientações políticas e sociais no âmbito da educação de infância, e reuniu consenso de todos os presentes sendo mesmo apoiado de forma unânime.
Analisou-se também o papel da formação, numa perspectiva de prática reflexiva; da avaliação integrada em função dos objectivos, integrando a observação como instrumento privilegiado e o papel da supervisão pedagógica.
Do conjunto das reflexões produzidas emergiu a necessidade de responsabilizar o Ministério da Educação pela tutela de Educação pré-escolar, através da promoção de linhas orientadoras, facto para o qual todos os educadores presentes se disponibilizaram, desde logo, a colaborar.
Mais uma vez ficou evidenciada a importância do trabalho cooperativo, de que é sinal a participação alargada dos parceiros envolvidos.
"As crianças, Que Presente? Que Futuro?"
Lisboa - Aula Magna da Reitoria da Universidade
12 a 16 de Abril de 1993
Com base nos direitos da criança na sociedade actual, de forma crítica e reflexiva, os cerca de 500 profissionais que assistiram, em Lisboa, aos cinco dias ricos e profícuos, com comunicações, painéis de reflexão e debates, do Encontro Nacional da APEI, puderam contribuir para a organização de um conjunto de apontadores úteis sobre os direitos da criança e a acção do educador.
Desde a análise sociológica da realidade portuguesa, feita pela socióloga Isabel Guerra, aos aspectos da formação e da "Pessoa" do Educador, pela Dra. Isabel Roquette Correia, vários foram os momentos que motivaram os presentes para uma reflexão partilhada sobre o espaço de intervenção do educador no mundo da criança, e do respeito pela sua individualidade.
"Educador - Universo de imagens"
Coimbra - Reitoria da Universidade
1 a 5 de Abril de 1991
Subordinadas ao tema do encontro foram proferidas conferências magistrais por investigadores nacionais e estrangeiros que motivaram o debate sobre a imagem do educador no mundo e da sua realidade como pessoa, além da sua dimensão profissional.
Também nos ateliers de trabalho e nos painéis de reflexão se destacaram as comunicações que versaram as questões da imagem, da interacção do educador e também da formação. Servindo como ponto de partida, o Encontro Nacional de Coimbra, com cerca de 600 participantes, promoveu o início de um conjunto de dinâmicas que levaram a decisões mais abrangentes, nomeadamente, no campo da formação dos profissionais, com a criação, de forma concertada, do centro de Formação da Associação.
No âmbito do encontro foram também promovidas exposições que estiveram patentes na Casa Museu Bissaya Barreto e no Museu de Antropologia de Coimbra, sobre a temática central.
"Comunicar: Factor de Educação"
Lisboa - Faculdade de Letras
27 a 31 de Março de 1989
Com a participação de cerca de 300 educadores, decorreu em Lisboa, na Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, o III Encontro Nacional da APEI, com enfoque específico nos processos de Comunicação.
"O poder da comunicação concretizou-se neste encontro com um convite a revelar as necessidades individuais e profissionais, valores e formas de estar e a usarmos essa mesma comunicação como poder para afirmar a educação pré-escolar e a importância do trabalho dos educadores."
Ao longo de cinco dias, onde tiveram lugar diversas conferência plenárias, ateliers de trabalho e comunicações livres, o poder da comunicação concretizou-se com o convite para revelar necessidades individuais e profissionais, valores e formas de estar e a usar essa mesma comunicação como poder para afirmar a educação pré-escolar e a importância do trabalho dos educadores.
Neste encontro, a marca da novidade foi a abertura, a diversidade de contactos com outros especialistas não necessariamente ligados à educação de infância e a realização de espaços que permitiram uma efectiva troca de experiências e saberes.
"Os agentes de Educação numa sociedade em mudança"
Aveiro
20 a 25 de Abril de 1987
Com o objectivo, entre outros, de proporcionar e promover o intercâmbio entre educadores em áreas não formais de educação, nomeadamente no "poder local", "Administração Regional de saúde", "comunicação social" e outras, o II Encontro Nacional teve como principais recomendações: a urgência da definição de uma política justa, coerente e articulada entre os vários ministérios e a necessidade da unidade dos educadores de infância em função da sua valorização profissional e do reconhecimento do seu papel insubstituível nos diversos campos da educação.
Também foram sugeridas como recomendações, neste Encontro a chamada de atenção para a carência de um estatuto único dos profissionais de infância que se encontram nas mais diversas situações, onde a ausência de clarificação profissional ou a não contagem oficial do tempo de serviço prestado em trabalho educativo em múltiplas instituições foram os motivos-chave que levaram cerca de 500 profissionais de educação a confraternizar numa cidade "desperta" para a problemática da educação de infância.
"A Educação de Infância em Portugal"
Lisboa - Fundação Calouste Gulbenkian
Abril de 1985
A escolha da designação ENCONTRO não foi acidental. Foi pretensão dos organizadores que esta ilustrasse a dinâmica pretendida: proporcionar um espaço de encontro e diálogo, fomentar a análise e discussão dos problemas da educação de infância, contribuir para uma adequada política de infância e criar e reforçar laços entre profissionais, foram os objectivos a que se propuseram os cerca de 400 participantes que aderiram entusiasticamente, fazendo o espaço parecer reduzido, e impedindo muitos mais de o fazer.
Girando à volta dos dois pólos principais que seriam também os da própria associação: a infância e os seus profissionais, este encontro assumiu-se como um marco na história da educação de infância em Portugal, tal a multiplicidade de dinâmicas e propostas apresentadas, das quais algumas viriam a revelar-se fundamentais para a evolução da associação mesmo no quadro legal nacional, em virtude do espaço de reflexão que motivou bem como das propostas apresentadas.
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