Formação

Apresentação

"Toda a formação encerra um projeto de ação e de transformação. E não há projetos sem opções" (Nóvoa, 1995)

O Plano de formação que se apresenta para 2013 mantém no essencial as linhas de orientação que têm caracterizado a oferta formativa do Centro de Formação da APEI e que têm priorizado, as respostas às necessidades expressas por profissionais de educação, integrados nos seus contextos de trabalho reais, em diferentes locais e zonas do país. Esta contextualização e descentralização da formação, ainda que possa ser considerada insuficiente por aqueles que vivem e trabalham longe da sede e de Lisboa, é um dos objetivos que prosseguimos com empenho e determinação, certos de que a formação deve aproximar o mais possível, os espaços de trabalho com os espaços de formação, numa lógica de desenvolvimento profissional, organizacional e comunitário.

O plano que se apresenta, à semelhança de outros, possuiu uma diversidade significativa de temas, modalidades de formação, destinatários e locais, como resultado de uma escuta ativa de todos aqueles que se relacionam com o centro de formação e com os quais estabelecemos relações de parcerias e cooperação. Não nos parece viável um projeto formativo desta natureza que não assente numa perspetiva de construção coletiva.

Para 2013, continuamos a apostar em ações direcionadas para o apoio à construção do currículo na educação de infância – creche e jardim-de-infância – com base na Operacionalização das OCEPE (matemática e língua, expressões) da avaliação, da construção de portfólios, dos modelos pedagógicos, numa perspetiva de pensar a qualidade enquanto conceito e prática contextualizada, como objetivo ultimo da intervenção dos profissionais. Registe-se nesta dimensão, a inclusão de uma nova ação sobre instrumentos de observação do manual “Desenvolvendo a Qualidade em Parceria” (DQP), em resposta a uma necessidade expressa por muitos dos nossos associados. É ainda de referir a inclusão de ações sobre música e dança, filosofia para crianças, projetos educativos e curriculares, expressões e arte.

De igual forma, é de salientar o esforço colocado na apresentação de ações de curta duração, não acreditas (NA) como uma das modalidades atualmente mais frequentadas e onde estão disponibilizadas ações em temáticas como tecnologia e educação, literatura para a infância, recursos pedagógicos em creche, linguagens plásticas na infância, entre outras.

As ações para pessoal não docente (PND) continuam presentes neste plano, traduzindo a importância atribuída à intervenção dos auxiliares de ação educativa e outros profissionais que integram as equipas de trabalho. Entendendo que todos deverão contribuir com o seu saber para a qualidade do currículo, mantemos ações direcionadas para repensar as práticas para melhor intervir, bem como dimensões ligadas aos modelos curriculares, ao trabalho com famílias e trabalho em creche. Muitas destas ações podem também ser frequentadas por estudantes, futuros educadores de infância, como estratégia de ampliação e reforço da aprendizagem inicial da sua profissão. A diversidade dos espaços e perspetivas de formação apresenta-se como um benefício para quem está a dar os primeiros passos na construção da sua identidade profissional.

Mais uma vez também a inclusão dos sábados temáticos (ST) modalidade de formação com periodicidade mensal, que nos últimos anos se tem mantido com uma grande procura. Este ano e com base em sugestões dadas, existem algumas novidades nos conteúdos, relacionados nomeadamente com o ambiente natural e os espaços exteriores, o tempo livre, o brincar das crianças, recursos pedagógicos em creche, o yoga para bebés, o trabalho de projeto, as reuniões de pais.

Uma ultima referência à situação social e de crise que atualmente se vive e que, como todos sabemos, afeta as diferentes dimensões da vida, não deixando de fora a realidade das instituições educativas e as condições de desenvolvimento de crianças, profissionais e famílias. Neste sentido e um pouco contra corrente, decidiu a APEI não aumentar os custos com a formação, tendo até descido o valor/hora para associados, contribuindo assim para contrariar o eventual afastamento da formação, por razões de natureza económica. O acesso à formação, pelos profissionais é uma das variáveis consideradas determinantes na qualidade do serviço prestado pelas instituições educativas.

Este plano de formação não está necessariamente concluído. As ações apresentadas são uma primeira proposta que poderá e deverá ser enriquecida com outros temas, conteúdos e modalidades de formação. Como sempre fazemos, apelamos mais uma vez à participação de todos os profissionais e parceiros, para que nos enviem sugestões que possam enriquecer e diversificar as propostas formativas aqui apresentadas. Faremos os possíveis para que possam ser concretizadas.

Apelamos ainda para a participação efetiva nas ações, como condição para um desenvolvimento profissional, que se pretende ativo e atualizado, capaz de responder aos desafios que se colocam à vida das escolas e dos seus profissionais.
Contamos convosco! Inscreva-se e participe!

A diretora do Centro de Formação

Manuela Matos

Associado da APEI

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